terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

UMA BÊNÇÃO CHAMADA SINCERIDADE

Uma das mais encantadoras experiências da vida é privar da amizade de uma pessoa sincera.

Sinceridade era uma das marcas do caráter do patriarca Abraão. Deus mesmo disto deu testemunho, Gn 20.4-6.

Qual será o verdadeiro motivo da escassez de pessoas sinceras, em nossos dias? Ao formular esta pergunta, recordo as palavras de Rochefoucauld: "A sinceridade é uma abertura do coração. Encontramo-la em muito poucas pessoas, e essa que vulgarmente por aí se vê não passa de uma astuta dissimulação para atrair a confiança alheia".


 

O sagrado Ministério do Evangelho exige que dele façam parte pessoas sinceras. Ser desprovido de sinceridade é ser incapaz de exercer as nobres responsabilidades atinentes ao exercício regular do Ministério designado pelo Senhor Jesus.


 

Mas a sinceridade não deve ser uma virtude exclusiva ou privativa das autoridades eclesiásticas, senão de todo o povo de Deus, tal como ouvimos dos lábios do grande líder e guerreiro Josué: "Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade". Js 24.14.


 

A sinceridade revela a natureza da pessoa que a possui, a ponto de tornar-se transparente, diante de qualquer situação. Os não-sinceros nunca podem ser devidamente avaliados, visto que oscilam no que dizem e no que fazem, demonstrando uma ridícula fraqueza, uma legítima anemia moral.


 

Por tal motivo, não se toma muito tempo para identificar o homem sincero, ao passo que se erra bastante quando se lida com a pessoa insincera. Como disse o Marquês de Maricá, "agrada-nos o homem sincero, porque nos poupa o trabalho de o estudarmos para o conhecermos".


 

Precisamos de mais sinceridade nos púlpitos, nos hinos, nas orações, nas ações e nas intenções.


 

Como é lindo recordar a declaração do rei Davi: "Na sinceridade de meu coração voluntariamente ofereci todas estas coisas" I Cr 29.17.


 

Quando a demagogia, a hipocrisia e a malícia tomam o lugar da sinceridade, não se pode esperar um verdadeiro sucesso na Obra de Deus. A sinceridade se relaciona intimamente com o estado do coração, de sorte que ela permeia toda a integridade que se aloja dentro do ser humano. Jó declarou: "As minhas palavras declaram a integridade do meu coração, e os meus lábios falam com sinceridade o que sabem". Jó 33.3.


 

Na teologia paulina aprendemos que a sinceridade se contrapõe à malícia, assim como a verdade à corrupção, " Pelo que celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade." I Co 5.8.


 

É repulsivo ouvir uma declaração de um líder, quando não é sincera. É abominável seguir alguém que estabelece sua liderança sobre os escombros da falsidade, vindo a tornar-se um falsificador da Palavra de Deus, II Co 2.17.


 

Amemos a verdade – e pratiquemos a sinceridade. Essa é a grande meta da vida cristã, proposta pelo apóstolo, Fp 2.15.


 

Para atingi-la, é preciso determinação. É mister perseverança. Requer paciência e firmeza, mas é possível obtê-la. O único que precisamos considerar é que ser sincero é muito mais do que parecer sincero. Como escreveu André Gide, "não se pode, ao mesmo tempo, ser sincero e parecê-lo".


 

Que Deus nos conceda um grandioso e genuino Avivamento, com maravilhosos ventos de poder que se façam acompanhar de bênçãos múltiplas. Dentre elas, não nos falte uma bênção chamada sinceridade.


 


 


 


 

6 comentários:

Godói211 disse...

Bem lembrado o atributo: SINCERIDADE...

Digo lembrado, porque está, na grande maioria das vezes, em esquecimento por alguns...

Penso que toda alma anseia por caminhar, encontrar e conviver com pessoas sinceras.

Vale lembrar que os sinceros andam de mãos dadas, também, com a lealdade, como já escreveu Confúcio: "Reserva um lugar proeminente para a lealdade e a sinceridade."

Por isso, assim como já o fiz neste blog...

Aos probos, aos retos, aos sinceros, aqueles que vão conosco até o fim, aos transparentes...minha homenagem!



"Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te."

Friedrich Nietzsche

DavarElohim.blogspot.com disse...

Shalom amado!

1. Mais um excelente texto de sua destra pena. O apóstolo Paulo em Filipenses 1.10 diz: "..... para aprovardes as coisas excelentes e serdes SINCEROS e inculpáveis para o dia de Cristo".

2.Um amor maduro desemboca em sinceridade. Paulo usa um termo grego muito sugestivo aqui para descrever a palavra "sincero". A palavra é "eilikrines"[grego] pode significar duas coisas. Pode provir de "eile", que significa "luz solar" e de "krinein", que significa "julgar". A combinação dos termos descreve o que é capaz de passar pela prova da luz solar; que pode ser exposto ao sol. Essa é a idéia de sinceridade no texto. Infelizmente Pr Geziel, muitos não podem ser expostos a luz do Sol da justiça, pois serão reveladas as suas mentiras, falsidades, e a falta de sinceridade.

Deus nos conceda a graça de vivermos este texto que escreveste, e também o texto de Fp 1.10

um abraço do amigo, Marcelo Oliveira

Pastor Sullivan Eduino disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pastor Sullivan Eduino disse...

Pertinente o tema,
Que o Espírito do Deus eterno, suscite entre nós homens que entendam o valor de cultivar essa virtude denominada sinceridade.

rrc.morais disse...

Gostaria de Convidar o PR. Geziel para um o Aniversaria de Minha Igreja, como procedo? Qual o telefone para contato? A paz do Senhor Jesus.

ana disse...

Salomão nos remete a essa benção quando solenemente nos ensina

Pro 11:5 - A justiça do sincero endireitará o seu caminho, mas o perverso pela sua falsidade cairá.


Pro 11:20 - Abominação ao Senhor são os perversos de coração, mas os de caminho sincero são o seu deleite.

Que possamos continuar sendo motivo de deleite para nosso amado Pai.

Esse blog é uma jóia !