sábado, 13 de dezembro de 2008

SETE TIPOS DE IGREJA

Que se saiba, antes de Mateus 16.16-18 ninguém pensou em estabelecer uma Igreja.

Após o Dia de Pentecoste, muitos têm fundado a sua. Alguns têm, inclusive, tentado afundar a de Cristo.

Hoje existem igrejas e igrejas. Igrejas de todos os matizes. Igrejas de todos os sabores, para todos os apetites.

Igrejas que não se envergonham de Cristo e Igrejas que O envergonham.

Igrejas com nomes sagrados, outras com títulos exóticos.

Muitíssimas igrejas que fazem rir, poucas que fazem chorar. Destas, algumas, porque são dignas de compaixão. Outras, pela grande paixão que nutrem por Cristo e Seu Evangelho.

  1. IGREJA-PARLAMENTO.

    Trata-se da igreja cujos líderes quem vê-la politizada. A igreja de heranças gregas. A igreja das elites governantes, que dominam as massas ignaras. Esta é a igreja que faz eleições para auxiliar de porteiro, suplente de diácono, segundo secretário da EBD, etc. E vai até os mais altos escalões.

    Mas isto é apenas um trampolim. Ela está, de fato, treinando desde cedo seus futuros obreiros para as grandes pugnas. As eleições presidenciais.

    Todo mundo sabe que uma igreja que faz campanha nacional para eleger o presidente de sua diretiva, e o faz no mesmo estilo político brasileiro, não tem mais o direito de se dizer detentora de um poderoso Avivamento.

    No Avivamento a Igreja é conduzida pelos seus apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, Ef 4.11.

    Com a falta destes, especialmente os primeiros e os últimos, os presidentes são embalados pela visão democrática, atropelando e anulando o modelo teocrático do Novo Testamento.

    É fácil encontrar alguém da Igreja-parlamento. Veja dois de seus obreiros conversando em uma esquina qualquer. Chegue de mansinho. O assunto é único: "em quem você vai votar?" "Desta vez, quem leva"? "E agora, teremos um novo tempo"? "Que tal, chegou mesmo o tempo da renovação?".

    Permitam-me, leitores amigos, dizer-lhes que me cansei de ouvir isto. Eu me cansei, como você também se cansou.

    Nem o paciente Jó agüentaria.

    E o Dono da Igreja, como se sente? Só que Ele não fundou a Igreja-parlamento.

  2. IGREJA CLUBE

    Igreja-clube é a igreja da carteirinha.

    Carteirinha quando aceita a Jesus, carteirinha para fazer o discipulado, carteirinha para ser batizado, carteirinha depois de ser batizado, carteirinha para entrar no Círculo de Oração, e principalmente carteirinha para participar de cultos de membros.

    E, o mais importante, carteirinha para os eventos eleitorais de magnitude, os grandes clássicos. Você sabe a que me refiro.

    A igreja-clube está modernizada. Totalmente informatizada. Ela se apaixona pelas estatísticas. Ela tem um site de alto quilate. Quase todos os seus administradores possuem curso superior.

    Pena que alguns não podem assistir os cultos da semana porque estão discutindo um projeto na Câmara, talvez para conceder o título de cidadão benemérito a um excelentíssimo feiticeiro ou a um por todos sabido ser corrupto.

    Pode ser também que não possam estar na próxima Ceia porque vão prestar exame na Faculdade, onde estão aprendendo com os santos da mitologia grega e os venerandos pais romanos, as regras e os cânones ideais do Reino das Trevas, para serem devidamente adequados e aplicados na Comunidade dos Redimidos pelo Sangue de Cristo.

    Tão bem se saem, que certas reuniões da Igreja já se confundem com famosas sessões de jurado, nos muitos tribunais da Nação.

    Em consequência de tal descalabro, a Igreja-clube se vê hoje atada por regras que a torturam, sem esperança de uma nova liberdade.

    Finalmente, se conhece a igreja-clube porque, à semelhança destes, frequentemente ela consegue fartas doações de patrocinadores que injetam milhões para sanear suas finanças.

    Daí surgem lindas construções físicas, apesar das anêmicas e feias construções espirituais.

  3. IGREJA-TEATRO

    A sociedade está se surpreendendo de ver o rápido e progressivo surgimento de muitas igrejas-teatro.

    São as igrejas dos espetáculos.

    As igrejas dos jogos de luzes, clonados fielmente dos piores shows que o diabo oferece para seus fregueses.

    Somente um alerta: quando os piores pecadores se sentem muito à vontade na Casa de Deus é porque ela deixou de ser Casa de Deus, lugar de quebrantamento e contrição.

    Não foram necessários muitos anos para se proceder à substituição de palavras do Evangelho por termos da mídia.

    O vocabulário profano acaba de decretar a falência do sagrado.

    Canta-se alguma coisa que nem fala de Deus e se rotula de adoração.

    Cantora agora é estrela.

    Homem de Deus é astro.

    Pregadores viraram artistas. (Alguns na verdade o são. E, diga-se de passagem, muito bons como artistas).

    Evangelho é gospel (viramos todos americanos, para não termos que nos expor ao ridículo de popularizar essa estranha palavra, Evangelho).

    O público que os apóstolos chamavam respeitosamente de varões irmãos, agora tem um novo nome: galera. Exatamente como nos arraiais de Faraó.

    Esse é o público dos autógrafos, das mil-fotos-dos-celulares, dos gritos ensaiados, da ausência mortal de reverência.

    As diferenças entre ontem e hoje estão caindo, como avalanche.

    Que pena, o muro de separação está ruindo. Malaquias 3.18 está começando definitivamente a perder o sentido.

    Quando se responde ao pregador com assovios, e ele os aceita, é porque esse cidadão foi despojado de toda sua autoridade espiritual.

    Quanto tempo durará o espetáculo da igreja-teatro?

  4. IGREJA-SHOPPING

    Você sabe do que estou falando.

    Estou falando dos Congressos que são feitos para vender mercadorias. Estou falando dos grandes eventos que são realizados para "alavancar a obra social da igreja" com a venda de pipocas, camisetas, quibes, biquínis, ternos, canetas, bicicletas, toucinho, óculos, pentes, carne de porco, carros, abóboras e motos,

    Mas não estou falando apenas dos Congressos. Estou me referindo ás igrejas que já fizeram do seu dia-a-dia um grande mercado.

    Esta nova geração de líderes parece nunca ter lido o livro O PEREGRINO.

    Caso contrário, teriam mais temor antes de instalar, dentro dos sagrados átrios, tão monumentais feiras da vaidade.

    Daqui a pouco o povo de Deus não precisará mais de ir aos shoppings

    Bastar-lhe-á ir à Casa de Deus. O grande shopping da fé já o espera.

    Só não gaste o dinheiro do dízimo, por favor.

  5. IGREJA-BOLSA DE VALORES.

    Esta é a igreja do quem-dá-mais.

    Mais ofertas, mais graças. Maiores valores, maior poder.

    Lutero conhecia esse tipo de igreja. Em seu tempo já se vendiam "bênçãos". Aliás, isto remonta a Simão de Samaria. Felipe que o diga.

    A grande meta dessa igreja é amealhar valores, a qualquer custo. Ela tem projetos políticos, apesar de eventuais revezes.

    Ela não pretende derrotar o diabo diretamente. Basta-lhe superar as audiências da mídia concorrente.

    Ela promove por suas novelas o mesmo pecado condenado pela Bíblia que prega.

    Essa Igreja é financeiramente poderosa. Mas, está ela destruindo as fortalezas espirituais que assolam nossa querida Pátria?

  6. IGREJA-EXÉRCITO.

    Bom, meu espaço terminou.

    Não dá para falar muito da verdadeira Igreja.

    Mas incluo umas poucas reflexões.

    Na Igreja-Exército os crentes não são protagonistas de um filme. São soldados de um exército.

    Não são atores de uma novela. São ovelhas de um grande rebanho.

    Nela o Comandante não faz campanha política. Ele é o Grande Eleito de Deus, Is 42.1.

    Na igreja-exército os crentes não estão fazendo shows. Estão fazendo guerra.

    Eles não usam jogos de luzes. São a própria luz do mundo.

    Eles não são artistas. São testemunhas.

    Eles não vivem de comprar ações na Bolsa.

    Eles põem suas bolsas nas ações de Deus, a fim de haver evangelismo e missões.

    Eles não estão sendo distraídos por animadores de auditório.

    Estão fazendo exercícios de guerra e sabem que vão vencer.

    Eles não sobrevivem à custa do marketing. São maravilhosamente sustentados por Deus.


     

    AVIVA, SENHOR, A TUA OBRA!

6 comentários:

deby211 disse...

Pertinente e verdadeira esta reflexão para os tempos hodiernos da Igreja do Senhor, ao tempo que é triste constatar o quanto deturparam, desfiguraram, adulteraram os santos propósitos da Noiva de Cristo.

w conferencista disse...

É absolutamente verdadeira esta analise critica da igreja atual...é vergonhoso o comportamento de muitos "crentes",é nitido que não se valoriza as almas e sim os recursos, títulos,classe social,enfim o que se pode lucrar com mais uma adesão à igreja,lideres brigando por pontos na barra da tijuca,porque será ? para lá enviam a nata da igreja , para comunidade vai qualquer um ou aquele que se apresentar já deixando claro que deseja na proxíma convenção ser indicado à bispo, pastor...já não se tomam decisões debaixo de oração e AÍ de quem ousar , confrontar este líder, será sumariamente massacrado, será rotulado de rebelde,insub-misso,problematico,servo do diabo...maranata vem SENHOR Jesus !

Marcelo Barboza disse...

Nobre amigo genuína a sua percepção a despeito da Igreja hodierna.
É a percepção de um verdadeiro atalaia; é esse o papel do APÓSTOLO.
Apenas faltou a sétima...

Marcelo disse...

Shalom Nobre Pr Geziel! Que este artigo alcançe milhares de leitores, e haja um despertamento nos corações para sermos a IGreja que Deus quer, e não aquela que estamos vendo nos dias atuais. O que vemos hoje é uma Igreja CAtólica querendo ser Evangélica.Uma Igreja Evangélica, que está desengavetando as indulgências da Idade média, e dando-lhe novas roupagens. Uma igreja que se diz Protestante, mas que não protesta. Uma igreja reformada, precisando de uma urgente reforma. Uma igreja carismática, com muito carisma, mas sem nenhum caráter. A mensagem da graça tem se transformado em libertinagem. Pregamos para agradar e não para desafiar. Pregamos sobre os direitos dos homens, e não sobre a soberania de Deus. Não pregamos mais a cruz de Cristo. A pessoa de Cristo. Os ensinos de Cristo. Temos visto o culto transformado em Show. Ora, culto e show são palavras talmentes diferentes! Ou há culto, e não há show, ou há show e nenhum culto. É impossível estas palavras estarem juntas. Os dízimos que se transformam em dividendos(parte dos lucros líquidos que cabe ao acionista de uma Empresa mercantil) inverte os papéis e supervaloriza a obra, em detrimento da graça. Desse modo, Deus assume o papel de devedor e o homem assume o de credor. Há uma terrível ênfase da Teologia da prosperidade, mais carros, casas, mansões, fama, enquanto nossa alma está a cada dia mais vazia, distante de nosso Deus, o Senhor de Toda história. Concluo com a citação infalível da Palavra de Deus: Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova nossos dias como dantes - Lm 5.21 - Ef 5.27 Para apresentar a si mesmo IGREJA GLORIOSA, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas SANTA e IRREPREENSíVEL. Abraços do amigo - Marcelo de Oliveira - SP.

Cleber disse...

Gostei muito do tópico Pr.Geziel mas só que só foram postadas 6 e no tema são 7, mesmo assim a qualidade e conteúdo da mensagem é tremenda, pois creio que alem de um alerta a certos tipos de "evangelhos" que vem se apresentando, creio que é o desabafo de alguém que já viveu tempos da Igreja onde era-se pregado a sã doutrina, o verdadeiro evangelho de Cristo.

Paz do Senhor!
Dc.Cleber.W.R de Araújo.
Maranata!...Ora vem Senhor!...

Anselmo Melo disse...

Paz!
Tomei a liberdade de publicar em meu blog. Muito pertinente o artigo.
www.pranselmomelo.blogspot.com